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Como eliminar biofilme em chiller sem parar o sistema?

15 de set.
3 min de leitura

Aplicando o oxidante diretamente na água de recirculação, em duas etapas: um choque de 1,0 a 2,0 mg/L de ClO₂ por 2 a 4 horas, seguido de dosagem contínua de manutenção mantendo residual de 0,2 a 0,5 mg/L. O ponto de injeção é a bacia da torre ou a sucção das bombas, antes do trocador de calor. O tempo mínimo de homogeneização é de 5 minutos. Não há desmontagem do circuito e não há parada de operação.



Biofilme acumulado dentro de um tubo de chiller de resfriamento comercial antes da limpeza, destacando a importância da remoção para máxima eficiência térmica.
Biofilme acumulado dentro de um tubo de chiller de resfriamento comercial antes da limpeza, destacando a importância da remoção para máxima eficiência térmica.

Por que o biofilme volta mesmo depois da limpeza mecânica

Limpeza mecânica remove o depósito visível, não a matriz que o sustenta. O biofilme é uma camada de polissacarídeos onde as bactérias se abrigam; enquanto ela permanece aderida, a recolonização é questão de dias. Oxidantes que não penetram essa matriz atuam só na superfície. O dióxido de cloro penetra e desestrutura a matriz, o que muda o alvo da intervenção.




O que isso custa em eficiência térmica

Biofilme e incrustação mineral funcionam como isolante na superfície de troca. Toda camada aderida no condensador e no trocador reduz o coeficiente de transferência de calor, e o sistema compensa consumindo mais energia para entregar a mesma capacidade frigorífica. Por isso o controle de biofilme em chiller é pauta de eficiência energética, não só de sanidade.


O protocolo em 6 passos

1. Análise preliminar: verificar pH, condutividade, turbidez, ferro e manganês da água de recirculação antes da primeira dosagem.

2. Cálculo da dose: calcular o volume total do sistema e estimar a quantidade de produto para atingir o residual alvo.

3. Injeção: ajustar a bomba dosadora conforme o fluxo da linha de recirculação, injetando na bacia da torre ou na sucção das bombas, antes do trocador.

4. Tempo de contato: garantir homogeneização mínima de 5 minutos.

5. Análises: aferir o residual de ClO₂ após a estabilização, mantendo 0,2 a 0,5 mg/L.

6. Aferição: método DPD com reagente glicina, para leitura exclusiva do ClO₂, em recipiente de vidro.


Os parâmetros que você precisa acompanhar

  • Residual de ClO₂: 0,2 a 0,5 mg/L em manutenção, 1,0 a 2,0 mg/L em choque.

  • Bactérias heterotróficas: meta operacional abaixo de 10.000 UFC/mL, conforme ASHRAE 188.

  • Legionella spp.: ausência por ISO 11731 — resultado acima do limite de detecção exige ação corretiva imediata.

  • pH entre 6,5 e 9,0 para compatibilidade com o sistema.

  • ORP acima de 650 mV para controle microbiológico efetivo, incluindo supressão de Legionella.

  • Sistemas com ciclo de concentração acima de 5, ou próximos a áreas de ocupação humana, exigem monitoramento reforçado.

Legionella em tubulação de resfriamento: risco sério principalmente em ambientes hospitalares, necessitando de limpeza e monitoramento constantes.
Legionella em tubulação de resfriamento: risco sério principalmente em ambientes hospitalares, necessitando de limpeza e monitoramento constantes.

Legionella: o procedimento de emergência


Diante de proliferação confirmada: isolar o sistema, comunicar imediatamente o responsável técnico, realizar choque com 2,0 mg/L de ClO₂ por 4 horas e coletar amostras para análise laboratorial por ISO 11731. A ABNT NBR 16.824:2020 estabelece requisitos para prevenção e controle de Legionella em sistemas de recirculação, incluindo torres de resfriamento e chillers.




Rotina de verificação

Análises microbiológicas periódicas, no mínimo semestrais, cobrindo Legionella e heterotróficas, com laudo emitido por laboratório credenciado. Inspeções semestrais do sistema. EPI durante o manuseio: luvas, avental, calça e botas impermeáveis, óculos de proteção e protetor facial.


Perguntas frequentes


Precisa esvaziar a torre para aplicar?

Não. O produto é dosado na água de recirculação em operação, com injeção na bacia da torre ou na sucção das bombas.


Quanto tempo até ver resultado?

O tempo mínimo de contato para início da ação sobre o biofilme é de 5 minutos de homogeneização. A remoção do biofilme incrustado é progressiva e acompanhada pelo residual e pelas análises microbiológicas.


O dióxido de cloro ataca o metal do trocador?

Nas concentrações de uso indicadas, não. Mantenha o pH entre 6,5 e 9,0 para compatibilidade com o sistema e siga a dosagem calculada para o volume real do circuito.


Qual o intervalo entre choques?

O POP prevê choque na partida ou na limpeza e, depois, dosagem contínua de manutenção. Novo choque é indicado por evento — perda de residual sustentada, resultado microbiológico fora de meta ou proliferação confirmada de Legionella.


Referências

•      ABNT NBR 16.824:2020 — prevenção e controle de Legionella em sistemas de recirculação de água.

•      ASHRAE 188:2018 — gerenciamento de risco de Legionella em edificações.

•      ISO 11731 — pesquisa de Legionella spp.

•      SRINIVASAN, A. et al. Infection Control & Hospital Epidemiology, v. 24, n. 8, 2003. PMID 12911029.

•      OxHydro Saneamento. POP Oxy Chillers.


Precisa avaliar essa aplicação no seu sistema? Fale com a diretoria técnica da OxHydro. WhatsApp (16) 3237 9095 · contato@oxhydro.com.br · www.oxhydro.com.br

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